Programa Verde Amarelo vai aumentar empregabilidade dos jovens

Programa Verde Amarelo deve quebrar “ciclo vicioso” e aumentar empregabilidade dos jovens.

Em audiência pública na Câmara, secretário Rogério Marinho apresentou detalhes da proposta enviada ao Congresso Nacional

Composto por uma medida provisória e dois projetos de lei, o Programa Verde Amarelo deve quebrar o ciclo vicioso que dificulta a contratação de jovens em busca do primeiro emprego no Brasil.  Na Câmara dos Deputados, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, alertou que o índice de desemprego entre 18 e 24 anos está em aproximadamente 26%, contra 11,6% do resto da população.

Marinho participou de audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp) da Câmara dos Deputados que discutiu a Medida Provisória 905/2019, que cria o Emprego Verde Amarelo e estabelece novidades como a permissão para trabalho em domingos e feriados, o domicílio eletrônico trabalhista, regulamenta a gorjeta e acaba com a necessidade de registro profissional no Ministério da Economia de 13 diferentes profissões.

“É uma espécie de ciclo vicioso que a gente pretende quebrar incentivando as empresas, numa desoneração pontual, para que esse jovem passe a se integrar ao mercado de trabalho e passe a ter essa experiência, essa oportunidade laboral, e ser treinado no próprio ambiente da empresa”, afirmou o secretário aos presentes na audiência.

Sem ou com pouca experiência profissional, os jovens são frequentemente preteridos no mercado de trabalho. Com o programa, ele poderá ser contratado com salário de até um salário mínimo e meio por até dois anos. Esta modalidade não poderá ultrapassar o limite de 20% do total de funcionários das empresas e vale apenas para novas contratações.

De acordo com o secretário especial, os técnicos do governo analisaram os programas federais anteriores voltados para a inclusão de jovens no mercado de trabalho. A partir dos estudos realizados, foi possível verificar que, apesar da direção correta, a aplicação dos recursos não era adequada.

Por isso, a população poderá acompanhar os resultados do Emprego Verde e Amarelo. Dentro do eSocial haverá uma aba específica para informar as contratações dentro da modalidade. “A sociedade poderá acompanhar mês e mês quantos jovens foram contratados, afirmou Marinho.

“O programa visa melhorar as condições de empregabilidade de geração de renda e ocupação do país”, completou o secretário. Somente o Emprego Verde e Amarelo deve beneficiar cerca de 1,8 milhão de jovens. Já o programa completo, com o projeto de reabilitação e incentivo a pessoas com deficiência e o de depósitos recursais, chega a 4 milhões de brasileiros.

Fonte: Ministério da economia

Abertura de empresas no Brasil cresce no primeiro trimestre do ano

A expectativa é que a abertura de empresas cresça no primeiro trimestre de 2020.

De acordo com as estatísticas, o início do ano é sempre o período em que mais empresas são abertas no Brasil. Historicamente, o primeiro trimestre do ano tem 12% a mais de buscas por abertura de empresa do que nos outros trimestres do ano.

Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre de 2017 foram mais de 135 mil aberturas de empresas, mais de 147 mil em 2018 (+8,8%), e mais de 159 mil (+8,9%) em 2019, fora do modelo MEI (Microempreendedor Individual).

Somente em 2019, o primeiro trimestre do ano registrou um crescimento de 17,2% frente a 2018, no número de novas empresas, de acordo com o levantamento feito pela Boa Vista, com abrangência nacional.

O quarto trimestre do ano passado ainda apresentou um avanço maior, de 24,9% e no acumulado do ano, o indicador cresceu 16,7%.

Setores em crescimento

“A maioria dos CNPJs abertos são pelo regime MEI, mas é possível ver uma crescente em todos os ramos e modelo de negócios, o que indica que temos cada vez mais microempreendedores e profissionais liberais assumindo o seu próprio negócio, mostrando mais confiança no momento do mercado”, afirma Guilherme Soares, VP de Growth.

A mesma pesquisa indicou que o setor de Serviços foi o que teve a maior alta e representatividade no número de abertura de empresas, com 61,6%, seguido do Comércio com 29,7%, e da Indústria com 8%.

Crescimento por região

Na comparação por regiões, o que mais chama atenção é a região Nordeste com um aumento de 18,5%, apenas um pouco maior do que a região de maior pólo de negócios do país, a Sudeste com 18,2%. Norte (17,3%), Centro-Oeste (16,9%) e Sul (12,8%), também apresentaram alta.

A alta demanda em abertura de CNPJ, aumenta também as expectativas para as empresas que oferecem este tipo de serviço. A projeção para a cidade de São Paulo, por exemplo, é um crescimento de mais de 20% na abertura de empresas.

No Brasil, são mais de 8.9 milhões de micro e pequenas empresas, quais são responsáveis por 27% do PIB nacional e 52% dos empregos com carteira assinada, 40% e dos salários pagos.