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Escrito por helder no Abril 18, 2018 em Blog

Faltou uma cadeira para o escritório, mas não tem dinheiro no caixa? Simples, é só fazer a compra com o cartão pessoal do empreendedor. E se o próprio gestor quiser realizar aquela viagem tão sonhada, mas ainda faltar o dinheiro para a passagem? Que tal fazer uma sangria no caixa? As sugestões pareceram atrativas? Então é sinal de que alguma coisa precisa mudar.

A mistura entre as finanças da empresa e finanças pessoais nunca é positiva, mesmo em situações emergenciais. Esse tipo de prática pode ser nociva tanto para o empreendedor quanto para a organização. Quer descobrir o motivo? Então confira no post de hoje por que e como dividir o capital pessoal do empresarial!

Afinal, por que separar finanças da empresa e finanças pessoais?

Essa confusão patrimonial gerada pela mistura entre o capital pessoal e o empresarial pode gerar uma série de problemas para o empreendedor.

Para começar, temos o lado da organização. Se retiradas e entradas são feitas constantemente do caixa do negócio, é possível perder o controle das finanças rapidamente. Em algum momento, o gestor não saberá sequer se a empresa possui lucro ou prejuízo no final do exercício e se realmente é autossustentável.

Além disso, jamais podemos ignorar as questões fiscais. Para o Fisco, essa retirada repentina de recursos pode gerar uma confusão patrimonial e, em alguns casos, ser interpretada como evasão fiscal. O resultado pode ser um processo por conta de tributos atrasados, entre outras coisas — isso sem falar que evasão é crime.

Portanto, o ideal é fazer essa separação de vez. Essa atitude é positiva até para o gestor, que terá as finanças pessoais mais organizadas, mas como fazer isso?

Como separar as finanças?

Não é muito difícil separar as finanças da empresa das finanças pessoais, basta um pouco de comprometimento. A seguir, vamos passar algumas dicas importantes.

Defina o pró-labore

Em primeiro lugar, os sócios que possuem funções administrativas precisam ser remunerados pelo seu trabalho. Para isso, temos o pró-labore, que nada mais é do que esse tipo de remuneração para quem realmente faz o trabalho na instituição. Esse é um bom começo para fazer a distinção entre os capitais.

Separe as contas bancárias

Infelizmente, muitos empresários ainda trabalham na informalidade e misturam as contas bancárias. Se esse for o seu caso, crie agora mesmo uma conta para o seu negócio e registre-o o mais rápido possível.

Crie uma cultura forte

A cultura organizacional deve ser pautada na prestação de contas, mas isso não é válido apenas para os colaboradores. O próprio gestor e os sócios precisam prestar esclarecimento sempre que realizarem alguma movimentação no caixa da empresa. Assim, é possível aumentar o controle financeiro e garantir mais estabilidade.

Utilize a tecnologia

Por fim, pode ser muito importante contar com softwares de gestão para auxiliar em todo o processo de controle. Existem softwares destinados para pessoas e para organizações, o interessante é buscar aquele que atenda às suas necessidades e passar a fazer um controle efetivo do seu caixa.

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