Serasa registra queda de 2,8% nos pedidos de falência

Um balanço do Serasa Experian mostra que no primeiro semestre houve queda nos indicadores de falência das empresas no Brasil.

O pedido de recuperação judicial foi alternativa para 601 empresas evitar fechar as portas no primeiro semestre deste ano. Os dados são do Serasa Experian, que levanta informações com base no que é documentado em órgãos do Poder Judiciário e Diários Oficiais.
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O percentual é 2,8% inferior ao registrada no primeiro semestre de 2019. Em relação ao mês passado, houve aumento de 38,3%.
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As micro e pequenas empresas (PMEs) concentraram 377 (62%) dos pedidos formalizados para impedir a falência em 2020. Já as médias responderam por 148 (24%) requerimentos e as grandes companhias, por 64.
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No recorte do levantamento do Serasa por segmentos, o índice mais alto de pedido ficou para o de serviços. Foram oficializados 310 pedidos, contra 252 do ano passado. Nos setores primário, de indústria e de comércio, as variações foram de queda, mudando, respectivamente, de 127 para 108, de 176 para 135 e de 63 para 48.

Setores mais atingidos

De acordo com o balanço do Serasa, o volume de pedidos de declaração de falência teve redução de 32,9%, na comparação anual, de junho de 2019 com junho de 2020. A soma caiu de 678 para 455, de 2019 para 2020. De maio para junho, o número passou de 80 para 60, uma diferença de 25%.
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Prestação de serviços foi o setor que mais recorreu à medida foi o que passou de 291 para 224 pedidos. Entre empreendimentos industriais, 132 pediram falência no primeiro semestre deste ano, ante 213 em 2019.
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Já no comércio e no setor primário, os resultados passaram de 163 casos para 98 e de 11 para 1.
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Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, o índice mensal evidencia o efeito da pandemia de Covid-19 sobre as pequenas e médias empresas, que, via de regra, têm mais limitações quanto aos recursos financeiros.
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Rabi acrescenta que a instabilidade econômica no país ainda não terminou e que isso também pode refletir no volume de pedidos de recuperação judicial na segunda metade do ano.

Fonte: contabeis.com.br